INSURGÊNCIA GLOBAL proletari

Comunicados

Imprimir

Comunicado nº 7 de Conferência Internacional

PERANTE AS ELEIÇONS NA BOLÍVIA POLA DEFESA

DOS INTERESSES DA CLASSE OPERÁRIA E OS

POVOS INDÍGENAS!

 

O passado domingo realizavam-se eleiçons gerais no Estado Plurinacional da Bolívia dando umha esmagadora vitória –com 55,1% dos votos- na primeira volta ao candidato do Movimento ao Socialismo (MAS) Luís Arce. De facto, nom necessitará umha segunda volta para ser eleito presidente. Esta sexta-feira o presidente do Supremo Tribunal Eleitoral da Bolívia (nomeado por

Jeanine Áñez), Salvador Romero, tinha que confirmar a sua vitória. As eleiçons tenhem sido realizadas 11 meses após o processo que terminou com a saída de Evo Morales do país -seguido das acusaçons de fraude respaldadas pola OEA, a anulaçom das eleiçons de outubro de 2019 e a fraudulenta assunçom da presidência por Áñez- e voltárom a dar a vitória, como em outubro do anopassado, ao MAS-

As organizaçons AGORA GALIZA-UNIDADE POPULAR, HERRITAR BATASUNA e NACIÓN ANDALUZA -membros da Conferência Internacional- saudamos a classe trabalhadora boliviana e os povos indígenas da Bolívia por esta vitória que supom um freio aos planos da oligarquia local e o imperialismo. Imperialismo que se tem personificado no presidente da Organizaçom de Estados Americanos (OEA) Luís Almagro avalizando e animando desde 2019 o acionar das forças reacionárias bolivianas para expulsar o MAS do poder.

Porém, as declaraçons de Luís Arce en diferentes entrevistas após a vitória eleitoral resultam-nos preocupantes. As suas alusons expressadas à “recuperaçom da democracia”, à criaçom de “um clima positivo para o desenvolvimento das pequenas, medianas e grandes empresas”, à “unidade nacional”, à atraçom de “empresas estrangeiras que queiram investir”, à que a polícia respeitará “a Constituiçom e o voto popular” voltam a mostrar as carências políticas do MAS que entendemos podem deixar caminho livre para um novo golpe de Estado.

Umhas carências que entendemos som fruto da sua ancoragem na esquerda social-democrata e que -paradoxalmente- terminam convertendo em vítima o povo trabalhador boliviano, como vimos, com o golpe de Estado de Áñez.

Esta contradiçom podemos resumí-la em:

1º- A oligarquia boliviana tem demostrado que qualquer pacto com eles nom tem validez. As tentativas do presidente Evo Morales para apaciguá-la em base a acordos nom tenhem necessitado mais que umhas eleiçons e a cumplicidade do imperialismo para ser traídos. O Estado Plurinacional da Bolívia semelha nom ser umha exceçom quanto ao caráter traidor e vendepátrias das oligarquias locais que fam impossível qualquer acordo com ellas por parte da classe operária. Os apelos para a unidade nacional som impossíveis com a burguesia, que só entende de unidade se se garante a sua exploraçom de classe sobre o povo trabalhador.

2º O apelo aos investimentos estrangeiros de Luís Arce nom fará esquecer ao imperialismo que o governo masista na Bolívia constitue um inimigo a bater. Nom é umha conjetura senom umha afirmaçom que o passado mês de julho o magnate e fundador da Tesla Elon Musk expressou abertamente nas redes sociais: “We will coup whoever we want!”. Esperar que o imperialismo respeite as reglas de jogo de cada Estado e a sua soberania é um exercício de ingenuidade que sai caro, como temos visto no caso boliviano.

3º A confiança na neutralidade dos aparelhos repressivos do Estado constitue umha negaçom do seu caráter de classe que já ficou demostrado -como nom podia ser de outro jeito- nos acontecimentos de outubro e novembro de 2019. Por isso, fai-se necessária umha depuraçom dos mesmos que garantize a estabilidade institucional de um governo para as classes populares bolivianas.

As organizaçons que compomos a Conferência Internacional – NACIÓN ANDALUZA, HERRITAR BATASUNA e GALIZA-UNIDADE POPULAR- estamos convencidas de que a luita dos povos trabalhadores é o único caminho frente à dictadura do imperialismo e o capital. Os resultados das eleiçons do passado domingo com respeito às de 2019 tenhem reforçado -com mais de oito pontos de diferença- a candidatura apresentada polo Movimento Ao Socialismo. Porém, as mensagens conciliadoras que se estám a enviar nom auguram que o novo presidente do MAS vaia enfrentar estes com maior determinaçom que Evo Morales.

Da Conferência Internacional achamos imprescindível que o povo trabalhador boliviano se prepare para a defesa por todos os meios da sua vontade de um governo para a maioria social.

Para a superaçom das formas da democracia burguesa e a construçom de um estado de novo tipo. Perante o carácter social-democrata de parte da dirigência do MAS, só a organizaçom operária e popular pode inclinar a balança cara ao lado do povo trabalhador e evitar um novo golpe de estado da oligarquia que desequilibre definitivamente a luita de classes em favor da burguesia.

O objetivo deve ser a Revoluçom Socialista, em caminho face um mundo livre, sem classes sociais, nem estados, nem patriarcado

 

POR UMHA BOLÍVIA PARA A CLASSE OPERÁRIA E OS POVOS INDÍGENAS!

 

26 de outubro de 2020

HERRITAR BATASUNA, NACIÓN ANDALUZA, AGORA GALIZA-UNIDADE POPULAR

(Organizaçons membro da Conferência Internacional)

Imprimir

Últimos comunicados

Declaraçom final da II Conferência Internacional: Tecendo a insurgência global
Xul 26, 2021
Imprimir Declaraçom final da II Conferência Internacional: Tecendo a insurgência ...
Comunicado nº 11 da Conferência Internacional COM O POVO RIFENHO
Xun 12, 2021
Imprimir Comunicado nº 11 da Conferência Internacional COM O POVO ...
Comunicado nº 10 da Conferência Internacional: APELO À INSURGÊNCIA GLOBAL
Mai 21, 2021
Imprimir Comunicado nº 10 da Conferência Internacional APELO À INSURGÊNCIA ...