INSURGÊNCIA GLOBAL proletari

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Comunicado nº 9 da Conferência internacional

 

1º de Maio

COM A CONSCIÊNCIA PROLETÁRIA, A INDEPENDÊNCIA DE CLASSE!

COM A INDEPENDÊNCIA DE CLASSE, A REVOLUÇOM SOCIALISTA!

 

          Neste Primeiro de Maio, a CONFERÊNCIA INTERNACIONAL, formada polas organizaçons AGORA GALIZA–UNIDADE POPULAR, NACIÓN ANDALUZA e HERRITAR BATASUNA, quer comunicar às Classes Operárias das nossas respeitivas Naçons e ao Proletariado Internacional o siguinte:

          1.- Estamos no meio dumha crise global do Capitalismo Imperialista, que a pandemia do coronavírus nom tem feito mais do que agudizar e radicalizar. Podemos designar esta fase de decadência do sistema como Capitalismo Agónico, no sentido de que chegou à sua fase terminal, como já analisou Lenine a início do século passado, e ao mesmo tempo, está luitando a vida ou morte pola sua sobrevivência como modo de produçom baseado na extraçom de maisvalia da Classe Operária e a acumulaçom de Capital.

          Só a luita de classes determinará se esta longa agonia se prolongará durante séculos, arrastando a Humanidade cara umha Nova Idade Média, ou mesmo até a extinçom como espécie, ou polo contrário, desembocará na Revoluçom Socialista Mundial, que inície a transiçom cara o Modo de Produçom Comunista. Esta é a realidade da dura situaçom atual.

          2.- A Classe Operária a nível mundial encontra-se à defensiva frente a ofensiva da Oligarquia Global. É necessário recuperar a consciência de classe, proletária e revolucionária. Sem essa reconstruçom, o Proletariado estará sempre à mercê das manobras oportunistas, eleitoralistas e reformistas dos políticos e sindicalistas burócratas profissionais, especialmente os social-democratas de todas as tendências, dos social-liberais até a extrema esquerda.

          3.- Há umha outra consequência mais tenebrosa da falta de consciência de classe do Proletariado: que seitores operários e populares, perante a falta de alternativa revolucionária, terminem apoiando os diferentes fascismos e supremacismos que estám surgindo como consequência da crise. Recordamos que o fascismo é umha consequência da luita de classes entre a Burguesia e o Proletariado, e é a resposta terrorista da oligarquia para quebrar a resistência da Classe Operária. A única forma de vencer o Fascismo é a Revoluçom Socialista. Nom há outra.

          4.- Para lograr a vitória da Revoluçom Socialista, o Proletariado deve construir progressivamente a sua independência de classe. Só esta independência pode garantir que a direçom do processo revolucionário esteja en maos da Classe Operária, e que nom passe às maos das diferentes pequenas burguesias que aspiram a paralisar a transiçom socialista ao Modo de Produçom Comunista, detendo o avanço do Proletariado cara a sociedade sem classes, e estabelecendo o Capitalismo de Estado, ou voltando ao Capitalismo Liberal clássico. Esta tem sido a amarga experiência das Revoluçons Socialistas que triunfárom ao longo do século XX.

          5.- No que respeita ao quadro de luita específico das organizaçons revolucionárias que conformamos a CONFERÊNCIA INTERNACIONAL, que é fundamentalmente, mas nom exclusivamente, o território do denominado Reino de Espanha, comprometemo-nos perante as nossas respeitivas Classes Operárias a afortalar por todos os meios a consciência e independência de classe, cousa que só se consegue mediante a praxe revolucionária.

          É dizer, o estudo da Teoria Revolucionária Científica para levá-lo à prática da luita de classes, e a reflexom teórica sobre os resultados de essa prática revolucionária, para melhorar a teoria que por sua vez enriquecerá a prática. Todo isto numha espiral ascendente dialética que assegure o enfrentamento a todos os níveis com a Burguesia até a tomada do Poder pola Classe Operária, e mais além, até o estabelecimento do Modo de Produçom Comunista, umha sociedade liberada, associaçom livre de produtores, sem classes sociais, Estado, nem Patriarcado.

          A crise geral da Monarquia neofranquista bourbónica espanhola é evidente. Mas esta situaçom nom termina na destruçom revolucionária deste Estado Burguês, senom no avanço do fascismo em todas as suas versons e matizes. É precisamente a hegemonia das diferentes social-democracias, centrais e periféricas, espanholistas e autonomistas, (PSOE, Unidas Podemos, ERC, EHBildu, BNG, UGT, CCOO...) a que está impedindo o surgimento da consciência de classe do proletariado das diferentes naçons que conformam o assim chamado Reino de Espanha.

          A linha política das organizaçons que conformamos a Conferência Internacional basea-se em conquistar, por meio de Revoluçons Socialistas profundamente coordenadas entre elas, a Independência das nossas respeitivas naçons oprimidas, de tal forma que as Repúblicas Socialistas que emerjam de essas vitórias do Proletariado Revolucionário podam encontrar umha fórmula adequada que garantize a máxima unidade e solidariedade da Classe Operária Mundial e, ao mesmo tempo, asegure o máximo respeito e apoio às diferentes e plurais identidades nacionais que existem no seu seio. A forma política concreta que adotará este internacionalismo proletário entre Repúblicas Socialistas soberanas e independentes virá dado polo resultado da própria luita de classes.

 

O presente é de luita, o futuro é nosso!

Viva a Classe Operária!

Viva o Proletariado revolucionário!

Viva a revoluçom Socialista Mundial!

 

1º de Maio de 2021

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