INSURGÊNCIA GLOBAL proletari

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Comunicado nº 8 da Conferência Internacional

COM O SAARA OCIDENTAL E A

AUTODETERMINAÇOM DO POVO SAARAUI

 

 

A passada sexta-feira a República Árabe Saraaui Democrática (RASD) anunciou a rutura oficial do cessar-fogo após a violaçom de este por parte do exército do reino de Marrocos ao atacar civis que bloqueavam pacificamente o passo de El Guerguerat.

Perante a devandita agressom o Exército Popular de Libertaçom Saraui iniciou a mesma noite da sexta-feira a resposta militar atacando várias posiçons do exército marroquino na zona. Por sua vez, em El Aaiún a populaçom civil saraaui saia às ruas protestar perante a nova agressom da potência ocupante marroquina.

As organizaçons AGORA GALIZA-UNIDADE POPULAR, HERRITAR BATASUNA e NACIÓN ANDALUZA -membros da Conferência Internacional- manifestamos a nossa solidariedade com a República Árabe Saraaui Democrática e queremos manifestar:

1º- Recordamos que foi justo um 14 de novembro -de 1975- quando se assinou o conhecido como acordo tripartido de Madrid ou “Declaraçom de princípios entre Espanha, Marrocos e Mauritánia sobre o Saara Ocidental”, mediante a qual o Estado espanhol transferia de facto a administraçom do Saara Ocidental a Mauritánia e Marrocos, camuflada como administraçom temporária conjunta tripartita.

Por isso o Estado espanhol continua a ser responsável pola ocupaçom marroquina do Saara Ocidental ainda que os intensos acordos da oligarquia estatal com o Majzén (o bloco oligárquico marroquino no que participam tanto a grande burguesia como a Casa Real) para a exploraçom dos povos rifenho, marroquino e saraui e a extraçom de mais-valias, tenhem silenciado sempre Madrid.

Também os negócios da burguesia do Estado francês fam com que de esta parte haja cumplicidade e toda a oligarquia da Uniom Europeia tem fortes vínculos comerciais com o reino de Marrocos que lhes fam calar perante a violaçom dos direitos do Povo Saraaui.

2º- O reinício das hostilidades militares revela a hipocrisia da ONU/MINURSO que é incapaz de frear a agressom marroquina atual. Desde a sua criaçom em 1991 a MINURSO nom tem feito avançar nem um milímetro a resoluçom do conflito que passa polo exercício da autodeterminaçom do povo saaraui em referendum. Ao serviço do imperialismo, a MINURSO leva décadas avalizando as políticas anexionistas e a extraçom de recursos económicos por parte de Marrocos -peom privilegiado de EUA na zona- do Saara Ocidental.

3º- O fracasso da ONU no Saara Ocidental é mais umha mostra do caráter traidor da social-democracia mundial e o seu “pacifismo” que pretende escamotear aos povos e classes exploradas o seu legítimo direito à rebeliom. Esta social-democracia tem o seu correlato lógico na posiçom do governo espanhol que tem manifestado apoiar “os esforços do Secretário Geral de Naçons Unidas para garantir o respeto ao cessar-fogo” e insta as partes a retomar o processo negociador. Porém, nom fai referência ao direito do povo saaraui a decidir o seu futuro livremente, missom para a que se criou teoricamente a MINURSO.

4º- A nova agressom marroquina está associada aos interesses imperialistas na zona (aos que se vincula o Majzén) que necessitam apagar do mapa a presença saraui. Desde princípios de ano Marrocos está atualizando a sua jurisdiçom sobre as águas saraauis a fim de oferecer todas as garantias às multinacionais petroleiras árabes e europeias para estabelecer poços de extraçom na costa saraaui. Por sua vez o passo de El Guerguerat constitui umha saída das exportaçons marroquinas cara ao Sahel. A todas luzes a presença da RASD é um inconveniente para os planos do imperialismo na zona.

5º- Marrocos tem recebido já o apoio na sua agressom de governos fortemente reacionários e com vínculos com o wahabismo como os Emiratos Árabes Unidos, Catar, Barém e Arábia Saudi. Estes governos tenhem em comum o seu caráter reacionário e os seus vínculos com o wahabismo, as suas excelentes relaçons com EUA, a agressom partilhada ao Iémen huti numha guerra ativa desde 2015 e o facto de que os seus exércitos tenhem sido armados por empresas do Estado espanhol e outros países ocidentais.

Desde NACIÓN ANDALUZA, AGORA GALIZA-UNIDADE POPULAR e HERRITAR BATASUNA -membros da Conferência Internacional- manifestamos o nosso apoio ao legítimo direito do Povo Saraaui à autodefesa e ao exercício -polos meios necessários- da soberania nacional sobre o Saara Ocidental.

16 de novembro de 2020

HERRITAR BATASUNA, NACIÓN ANDALUZA e AGORA GALIZA-UNIDADE POPULAR.

(Organizaçons que conformam a Conferência Internacional)

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