INSURGÊNCIA GLOBAL proletari

 

Comunicado nº 4 da Conferência Internacional

 

As organizaçons Agora Galiza-Unidade Popular, Herritar Batasuna e Nación Andaluza  -membros da Conferência Internacional-perante a despiadada ofensiva que a burguesia, com a cobertura da pandemia do COVID-19, tem desencadeado contra a classe obreira a nível mundial, e, no nosso ámbito específico de luita, contra todos os Povos Trabalhadores de cada umha das naçons oprimidas polo Estado capitalista e imperialista chamado Reino de Espanha, queremos manifestar o seguinte:

1.- A pandemia gerada pola apariçom do vírus Covid-19 nom anula nem desativa a luita de classes, ao contrário, agudiza-a, radicaliza e aprofundiza unindo-se ao resto de crises estruturais que o sistema capitalista arrasta de há muitas décadas. Esta crise global e geral do modo de produçom capitalista a nível planetário tem-se visto acelerada por esta pandemia. Independentemente da origem do vírus Covid-19 , a tarefa prioritária para a classe obreira é parar esta pandemia quanto antes e salvar o maior número de seres humanos possível. De aqui expressamos o nosso  reconhecimento a todos os trabalhadores e trabalhadoras que o estám fazendo possível com a sua entrega expondo as suas próprias vidas.

2.- Esta grave doença nom nos fai esquecer que existem outras pandemias maiores e mais assassinas a nível planetário, que golpeam a gente pobre, os Povos Trabalhadores, o Proletariado mundial de forma imisericorde e endémica, fruto da exploraçom e opressom capitalistas. A primeira é a fame estrutural e planificada, genocídio constante no meio da indiferença da burguesia e todos os seus satélites e subordinados.

3.- A burguesia quer aproveitar esta conjuntura de shock a nível mundial para afiançar o seu poder e melhorar os seus lucros, para aumentar a sua taxa de ganho e alargar a acumulaçom de Capital, para aperfeiçoar os seus sistemas de repressom e controlo social, para disciplinar e explorar ainda mais a classe operária. A guerra constante entre o Trabalho e o Capital nom se detem nunca, é o motor da luita de classes e quem possui umha consciência mais clara desta situaçom é a própria burguesia.

4.- O Estado espanhol aprofunda ainda mais a sua crise como estrutura de dominaçom da oligarquia. As medidas económicas adotadas polo governo espanhol PSOE-Unidas Podemos para combater o coronavírus som insuficientes e improvisadas. O pacote de medidas de 200.000 milhons de euros aprovado polo Conselho de Ministros, em realidade nom é mais que umha série de remendos para a classe trabalhadora que nom evitarám condenar o esgotamento dos vastos setores populares: nem se proibe a reduçom de salários, nem os ERTEs, nem o aumento das horas de trabalho, nem se frea a perda de direitos, retrocedemos nas conquistas adquiridas na luita popular e obreira ...  O seu objetivo é amortecer as contradiçons de umha sociedade ainda dominada pola parálise que gera o medo. Pedro Sánchez quer ganhar tempo e satisfazer a natureza insaciavelmente predadora da oligarquia e por isso, por exemplo, o Estado assome o custo dos despedimentos em vez de ficar a cargo dos ganhos empresariais do exercício.

5.- A declaraçom do estado de alarma tem ido acompanhada de umha recentralizaçom que apoiam a maioria de grupos parlamentares e os sócios do governo do PSOE-Unidas Podemos. As competências delegadas em Sanidad, Transportes, etc. tenhem sido assumidas polo governo espanhol sem que se saiba como e em que momento se devolverám. Está-se despregando a Unidade Militar de Emergências e outras unidades militares como a BRILAT ou a Legiom por todo o Estado, num esforço por normalizar a presença do Exército espanhol entre a populaçom, o corte de liberdades e a militarizaçom das nossas vidas.

6.- A monarquia bourbónica continua perdendo apoios em vista dos escándalos que vam salpicando, progressivamente, todos os membros da Casa de Bourbon. Nom nos cabe dúvida que –representando um valor absoluto do sistema hierárquico-social como foi a Igreja com Franco- será um peom a sacrificar pola oligarquia se o necessita para sobreviver como classe dominante, sob a forma de umha III República espanhola de caráter burguês.

Perante o aqui descrito, as organizaçons assinantes Nación Andaluza, Herritar Batasuna e Agora Galiza-Unidade Popular solicitamos à classe trabalhadora e setores populares que nom se deixem manipular e instrumentalizar, que exerzam a solidariedade de classe, que nom sejam vítimas da psicose coletiva promovida polos meios de desinformaçom da oligarquia. Respeitando em todo momento as medidas que exigem tanto a saúde pessoal como coletiva, temos que tecer redes de solidariedade e autodefesa bairro por bairro, fábrica por fábrica, para ajudar-nos mutuamente, para desativar o pánico e o medo, para fazer frente às medidas repressivas e aos cortes antisociais que a Burguesia quer impor.

Esta luita será longa e dura, e a nível mundial. Apelamos para os Povos Trabalhadores a preparar-se para a defesa enérgica dos direitos e liberdades conquistados em tantos anos de luita e que sem dúvida a oligarquia vai tentar reduzir sob a excusa do Covid-19 ou da posterior “recuperaçom económica”, ou seja a recuperaçom das taxas de ganho do patronato. Só a nossa luita  -organizada a nível das nossas respetivas naçons e coordenada de forma internacionalista- pode inclinar a balança face o lado popular e evitar que os responsáveis por esta catástrofe social sigam ganhando-nos na luita de classes. O nosso objetivo é a Revoluçom Socialista mundial, no caminho face um mundo livre, sem classes sociais, nem estados, nem patriarcado.

 

Contra a ofensiva da burguesia, aliança revolucionária dos Povos Trabalhadores!

 

20 de março de 2020

 

Agora Galiza-Unidade Popular

Herritar Batasuna

Nación Andaluza

[Organizaçons membros da Conferência Internacional]